As contas que decidem se você vai pagar mais ou menos a partir de 2027 — explicadas sem jargão, por quem faz essa conta todos os dias para mais de 270 empresas.
Cresci dentro de um escritório de contabilidade — literalmente. A Momesso & Oliveira tem 35 anos, foi fundada pelos meus pais, e hoje eu faço parte da segunda geração à frente dela. Quando voltei para a empresa da família, encontrei tudo no papel: fui eu quem implantou o financeiro, a digitalização e os processos que hoje ajudo os meus clientes a implantar. Eu vendo o que eu mesma tive que resolver dentro de casa.
“Obrigada por traduzir a informação pra mim, eu não entendo nada disso.”
Frase de cliente — e o motivo de este manual existirOito perguntas, um capítulo cada. Todos seguem o mesmo caminho: como é hoje → o que muda → o que mexe no seu bolso → o que decidir, e quando.
A resposta honesta depende de três coisas. E a alíquota que você viu no jornal provavelmente não é a sua.
A mesma compra passa a ter três preços. E o famoso crédito não é o benefício que estão te vendendo.
Existem seis cenários possíveis para o seu preço em 2027. Você vai cair em um deles — sabendo ou não.
A decisão com janela marcada no calendário. E por que é mito que todo mundo vai ter que mudar. Quem não escolhe, também escolhe.
O único capítulo que já está acontecendo agora, com multa em cima. “O sistema deixou passar” não é o mesmo que “está certo”.
Vem aí o imposto que não passa pela sua conta — e os dias de capital de giro que vão junto.
Enquanto todo mundo olha para 2027, a mudança que já está valendo mexe na sua renda pessoal.
Reduções de 60%, 50%, 30% e até zero, por setor. Antes de aceitar qualquer alíquota, confira se a sua está na lista.
No fim: as 8 perguntas para levar à reunião com o seu contador, e o calendário de prazos numa página só — datada, que eu atualizo quando o prazo mudar.
A palavra mais repetida do novo sistema é “crédito”.
O mercado vende isso como presente.
Não é.
O crédito é real — mas tem preço: você desembolsa antes para compensar depois. Um fornecedor que não ajusta o preço cobra R$ 5.000 mais R$ 2.000 de imposto, e o crédito volta lá na frente. Outro, no Simples padrão, cobra R$ 3.500 agora. Às vezes você não vai querer desembolsar esses dois mil hoje.
É assunto do seu preço, da sua margem, do seu caixa e dos seus contratos. O contador cuida da parte técnica: guias, códigos, obrigações. Mas as decisões que a Reforma abre são decisões de dono — quanto cobrar, de quem comprar, que regime escolher, o que renegociar. Ninguém pode tomá-las por você.
O que dá para fazer, e é o que este manual faz, é te entregar cada uma delas traduzida, com a conta na mesa.
A decisão de 2027 se toma agora, com calma e com a conta na mesa. Depois, ela vira prejuízo com data.
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